
No Vale do São Francisco (PE/BA), a variedade BRS Vitória segue avançando em volume e excelente padrão de qualidade neste mês de julho. No entanto, o ritmo de escoamento lento no mercado tem mantido os preços da uva pressionados, afetando principalmente as comercializações no contentor.
De acordo com agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, embora a colheita esteja em crescimento nas roças, os estoques da uva negra embalada mantidos nas câmaras frias continuam sob controle. Esse comportamento ocorre porque, diante das menor cotações praticadas para o produto embalado, parte das empresas compradoras tem adotado uma postura mais cautelosa nas aquisições diretas em campo, o que gera pressão contínua sobre os preços do contentor semana a semana.
Apesar da pressão, analistas e agentes do setor acreditam que possa haver uma maior sustentação nos preços ao longo das próximas semanas. Como as cotações atuais já atingiram patamares muito próximos aos custos de produção estimados para a variedade, a tendência é de que os viticultores da região adotem uma postura comercial mais firme, evitando negociações com valores abaixo do custo operacional.
**Comportamento da Semana (13 a 17/07):**
O giro comercial permaneceu em ritmo lento para as uvas negras sem semente, tanto na fruta negociada no contentor quanto na embalada, com destaque para a menor procura por parte dos atacadistas. Em contrapartida, no segmento das uvas brancas sem semente, o cenário foi de maior sustentação em relação às semanas anteriores, impulsionado por volumes ainda controlados em campo e demanda estável.
Neste período, os preços médios registrados no Vale foram:
* **Uva Negra Sem Semente (Contentor):** R$ 3,38/kg (variação de -36,30% em relação à semana anterior);
* **Uva Negra Sem Semente Embalada Cat. 1:** R$ 8,16/kg (-2,90%);
* **Uva Branca Sem Semente Embalada Cat. 1:** R$ 14,88/kg (-1,23%).
**Tendência de Mercado:**
Para as próximas semanas, a previsão meteorológica indica a ocorrência de veranico nas regiões Sul e Sudeste, fator que deve aquecer e favorecer a retomada do consumo de frutas nesses grandes centros consumidores. Essa perspectiva, somada ao avanço nos padrões de qualidade das uvas colhidas no Vale do São Francisco, pode auxiliar na recuperação e no ajuste positivo das cotações.
Fonte: HFBRASIL.ORG.BR